Cidadania

Primeiro voo da NOAA para Cabo Verde abre caminho para pesquisa de furacões

No mês passado, em uma tentativa de entender melhor como as tempestades se formam, cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) voaram sua aeronave caçadora de furacões para Cabo Verde pela primeira vez.

O país insular na costa oeste da África é a fonte da grande maioria das poderosas tempestades que atingem as cidades dos EUA durante as temporadas de furacões no Atlântico. Mas “caçadores de furacões” que perseguem tempestades antes que elas morram ou se formem completamente e cheguem à terra firme nunca estiveram lá para coletar dados, até agora.

E assim, por quatro dias até 12 de agosto, os cientistas da NOAA voaram com seu avião de reconhecimento da Força Aérea dos EUA a mais de 3.000 milhas a leste, fazendo medições de pressão e vento. “Abrimos a porta para testar e fazer mais ciência”, disse Jason Dunion, cientista-chefe da missão, à CNN.

Uma primeira amostra de eventos de poeira do Saara

Pelo menos dois dos cinco furacões mais caros da história dos EUA, Harvey (que pegou os meteorologistas de surpresa) e Maria, ambos em 2017, se formaram como ondas tropicais na costa oeste da África. O ar quente e seco do deserto do Saara colide com o ar mais frio e úmido do Golfo da Guiné para formar a energia inicial da tempestade.

Em sua viagem a Cabo Verde, a equipe de nove membros de Dunion teve uma visão “de tirar o fôlego” das ondas de poeira se formando no solo do Saara. A experiência, que a equipe espera testar novamente antes que a temporada de furacões deste ano termine em novembro, pode ser inestimável para futuras pesquisas sobre furacões.

A temporada de furacões deste ano está começando devagar, em parte porque o ar seco do deserto do Saara paira sobre o oceano por um tempo incomumente longo. Em Cabo Verde, os caçadores de furacões da NOAA voaram apenas em uma tempestade potencial que não se transformou em uma tempestade tropical. Para entender verdadeiramente as tempestades da região, os cientistas precisarão encontrar maneiras de obter dados em tempo real por períodos mais longos para orientar as avaliações de risco.

Ainda assim, uma primeira incursão pelo arquipélago de língua portuguesa parece um grande primeiro passo para a ciência evitar a devastação dos furacões anuais.

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