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Unicórnio brasileiro EBANX lançará pagamentos na África — Quartz Africa

Uma década após o início das operações no Brasil, o provedor de pagamentos EBANX cresceu e se tornou uma empresa de bilhões de dólares com cerca de um bilhão de transações concluídas em 15 países. Ela criou um nicho para si mesma ao ajudar empresas globais como Spotify e Uber a receber pagamentos de clientes que vivem na América Latina. Em outubro passado, apresentou documentos para uma oferta pública inicial nos EUA, embora o processo tenha desacelerado devido à desaceleração econômica em andamento.

Para seu próximo passo e primeira viagem fora da América Latina, o EBANX será lançado na África, começando pelo Quênia, Nigéria e África do Sul.

A medida busca explorar a crescente economia digital da África, alimentada pelo surgimento de empresas de tecnologia financeira como Flutterwave, MFS Africa e OPay. João Del Valle, CEO e cofundador do EBANX, traçou paralelos entre o atual impulso fintech da África e a situação na América Latina em 2012, quando sua empresa foi lançada.

Mas enquanto a economia digital da África, impulsionada pelas fintechs, está crescendo rapidamente, “está apenas em seus primeiros dias e está projetada para crescer e para a direita nas próximas décadas”, disse Del Valle em comunicado.

O que atrai uma fintech brasileira para a África?

Em seu primeiro ano, pelo menos, o EBANX provavelmente não operará como um disruptor da fintech africana, mas como um estudante e parceiro em potencial de fortes players locais. Ele planeja aprender com a onipresença do M-Pesa no Quênia e as capacidades da OZOW em transferências eletrônicas de fundos na África do Sul. Na Nigéria, o uso do USSD, que permite fácil acesso para quem não tem smartphones, e transferências bancárias serão direcionados.

Esses três países representam metade do PIB da África e são os maiores mercados de fintech da África, com diferentes graus de penetração de métodos de pagamento digital. A África do Sul, onde o uso de dinheiro no e-commerce é de apenas 9%, pode ser o mercado mais interessante para o EBANX. Mas você pode esperar enfrentar empresas como a Yoco, que passou de oferecer terminais de pagamento para processar pagamentos na web, e Paystack, de propriedade da Stripe.

Mas a empresa brasileira pode reunir a experiência adquirida com a liderança de uma década da América Latina sobre a fintech africana.

Além da retórica lisonjeira da “próxima fronteira”, a África atrai o EBANX porque as economias em desenvolvimento compartilham desafios semelhantes com os sistemas financeiros tradicionais projetados para uma era passada. De fato, algumas startups sul-americanas se tornaram inspirações para startups africanas em setores semelhantes.

Um bom caso é o Nubank, o banco digital mais valioso do mundo que é um modelo para Kuda, uma das startups de banco digital da Nigéria. As semelhanças também viram startups africanas se expandirem para o Brasil, por exemplo, a exportação da Migo de seu negócio de crédito como serviço construído na Nigéria.

Longe de ser um gigante do tamanho da Amazônia pronto para vencer na África, o EBANX teve que lutar pela distinção na América do Sul contra a concorrência da dLocal, a empresa de pagamentos uruguaia listada na Nasdaq. O EBANX demitiu um quinto de seus funcionários em junho para se adaptar ao atual clima econômico, apesar de arrecadar US$ 430 milhões em janeiro de 2021.

Ainda assim, sua ambição é lançar produtos (incluindo novos anunciados esta semana) na África que “construirão a economia digital em ritmo acelerado”, disse Paula Bellizia, chefe de pagamentos globais do EBANX, em comunicado. Sua motivação? Uma África dominada pelo dinheiro ainda está arranhando a superfície da penetração e do crescimento das fintechs.

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