Cidadania

O que a Lei de Mercados Digitais da Europa significa para os gigantes da tecnologia dos EUA — Quartz

O mais recente acrônimo de tecnologia da Europa tem preocupado gigantes americanos, da Apple ao Google.

O Digital Markets Act, ou DMA, no qual a UE vem trabalhando desde 2020, visa verificar o poder de monopólio das maiores empresas de tecnologia, que a legislação chama de “gatekeepers”, para que empresas menores possam surgir e prosperar. Os membros da UE chegaram ontem a um acordo sobre as novas regras. Eles ainda precisam ser aprovados pelo Parlamento Europeu e provavelmente não entrarão em vigor antes do próximo ano.

“O acordo marca o início de uma nova era de regulamentação de tecnologia em todo o mundo”, disse Andreas Schwab, relator da Comissão de Proteção ao Consumidor e Mercado Interno do Parlamento Europeu, em comunicado.

A nova legislação segue os esforços anteriores da Europa para controlar significativamente as maiores plataformas que operam lá, que tendem a ser empresas americanas. Em 2018, a implementação do GDPR deu início a um novo regime de privacidade na Europa que tornou alguns sites dos EUA inacessíveis do continente, enquanto os esforços antitruste levaram a pesadas multas para empresas como o Google. As empresas de tecnologia dos EUA fizeram lobby pela lei proposta, que alguns nos EUA veem como uma forma de protecionismo comercial.

A lei, por enquanto, devolve a Europa ao centro da regulação tecnológica. No ano passado, a repressão da China às grandes tecnologias atraiu mais atenção neste espaço, com os campeões de tecnologia do país, a gigante do comércio eletrônico Alibaba em particular, recebendo bilhões de dólares em multas por práticas monopolistas. “O esboço do DMA já inspirou os reguladores chineses a apresentarem medidas para endurecer a regulamentação das grandes tecnologias”, disse Angela Zhang, professora associada de direito da Universidade de Hong Kong.

Agora, espera-se que a adoção da lei também tenha “fortes efeitos colaterais” na China, disse Zhang ao Quartz.

O que está na WFD?

  • Definição de “guardiões”: A lei abrange empresas de certa escala e escopo, aquelas com capitalização de mercado superior a € 75 bilhões (US$ 82 bilhões) ou um faturamento anual superior a € 7,5 bilhões. Devem também fornecer serviços como mensagens ou redes sociais a pelo menos 45 milhões de utilizadores mensais na UE.
  • Interoperabilidade: A lei exigirá que determinados serviços, como WhatsApp, iMessage, Facebook messenger, sejam interoperáveis ​​com provedores de serviços menores por um período de quatro anos. “Usuários de plataformas pequenas ou grandes podem trocar mensagens, enviar arquivos ou fazer videochamadas por meio de aplicativos de mensagens”, disse a UE.
  • Privacidade: A lei proíbe as empresas de combinar dados de diferentes subsidiárias que oferecem serviços de Internet.
  • Tratamento preferencial: Restrições para direcionar consumidores a serviços ou produtos relacionados podem afetar a Amazon ou a App Store da Apple e o Google Play.
  • Sanções: A UE pode multar uma empresa até 10% do seu volume de negócios total mundial, ou 20% por infrações repetidas.

Como a repressão tecnológica da Europa difere da da China

A repressão antitruste da China, que começou para valer em novembro de 2020 e se espalhou no ano passado para áreas como educação online e compartilhamento de caronas, visa reduzir o poder de suas maiores plataformas, enquanto levanta “pequenos gigantes” do país.

Assim como o DMA, o projeto de regras da China sobre os deveres das plataformas de internet, divulgado em outubro, exige que as chamadas “plataformas supergrandes”, ou seja, aquelas com capitalização de mercado superior a US$ 16 bilhões e mais de 50 milhões de ativos anuais. usuários, aberto. seus serviços a outros e “desempenhando um papel de liderança na concorrência leal”. Mas o escopo das diretrizes chinesas vai além das diretrizes da WFD, de acordo com Zhang, o professor de direito.

De certa forma, no entanto, as regras da UE podem ter mais alcance sobre os gigantes de tecnologia dos EUA em comparação com a China, já que Pequim bloqueou amplamente as plataformas de tecnologia dos EUA e as regras da Europa também influenciaram como outros governos revisam sua abordagem às empresas de tecnologia, inclusive no Brasil. e Austrália.

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