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Nova lei climática dos EUA tem um gigantesco vazamento de metano – quartzo

A Lei de Redução da Inflação, a maior lei climática da história dos EUA, marca um ponto de virada na batalha contra o metano. Impõe uma taxa de US$ 900 por tonelada métrica de emissões de metano a partir de 2024, aumentando para US$ 1.500 até 2026. É a primeira vez que os EUA impõem uma taxa ou imposto sobre qualquer forma de emissão de gases de efeito estufa.

O único problema é que a taxa não se aplicará à maior parte das emissões de metano do país.

O metano é o primo astuto e perigoso do dióxido de carbono. Embora represente apenas 11% das emissões de gases de efeito estufa dos EUA em volume, o metano é 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono no aquecimento do planeta e é responsável por até 30% do aumento observado nas temperaturas globais desde os tempos pré-industriais. As emissões de metano não são regulamentadas nos EUA e são medidas e relatadas apenas esporadicamente pelas empresas que as produzem, principalmente aquelas nas indústrias de combustível fóssil e pecuária.

Mas a nova lei abrange apenas os setores de petróleo e gás, que respondem por cerca de um terço das emissões. Vacas peidando e arrotando, aterros sanitários e outras fontes ainda podem vagar livremente.

Qual é a eficácia da nova taxa de metano?

A taxa de metano também se aplica apenas a fontes que emitem mais de 25.000 toneladas métricas de CO2 equivalente por ano. De acordo com uma análise do Congressional Research Service (CRS), esse limite se aplica a 2.172 instalações, incluindo poços, dutos e instalações de armazenamento, que juntas respondem por apenas 43% do total de emissões de metano do setor de petróleo e gás.

Mesmo esse número é superestimado, porque a lei permite que as instalações saiam com uma certa porcentagem de emissões gratuitamente, dependendo do tipo de instalação. Para as maiores fontes, esse desconto poderia reduzir o total de emissões cobertas em um terço, de acordo com o CRS.

Além disso, em vez de medir diretamente as emissões, as empresas podem reportar-se com base em um método de estimativa aprovado pelo governo federal, baseado em suposições sobre as emissões médias de certos tipos de equipamentos. Dependendo de como esse método é aplicado, as empresas podem subestimar drasticamente suas emissões. Mesmo em uma interpretação generosa, o método federal subestima as emissões reais de metano em até 60%, segundo o Fundo de Defesa Ambiental.

Mas o metano permanece na mira da nova lei de outras maneiras. O governo disponibilizará US$ 1,5 bilhão para pesquisa e desenvolvimento de métodos para monitorar as emissões de metano e obstruir a infraestrutura de vazamentos. Os reguladores federais também estão finalizando um conjunto mais amplo de regras para exigir que as empresas de petróleo e gás monitorem e reduzam suas emissões de metano (embora essas regulamentações sejam notoriamente vulneráveis ​​a desafios legais e possam ser descartadas por uma futura administração presidencial).

Talvez o maior incentivo para as empresas seja o próprio mercado: com os preços do gás natural batendo recordes, qualquer metano (o principal componente químico do gás natural) perdido para a atmosfera por meio de vazamentos ou queima intencional é dinheiro perdido.

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